O processo criativo e de execução que o nosso grupo percorreu, do começo ao fim, pra dar vida à marca RUSH.
A gente recebeu um desafio: pegar uma marca de fones de ouvido urbanos chamada RUSH e dar vida pra ela. Tinha umas dicas no papel: que o fone era à prova d'água, resistente, com proteção pro ouvido e design brasileiro.
A partir dessas pistas, a gente construiu tudo: o conceito, as cores, o jeito de falar, o cliente, os conteúdos, as fotos, o Instagram, o site e a apresentação. Agora a gente te mostra exatamente como, na ordem que fizemos.
A gente não quis inventar do nada. Antes de desenhar qualquer coisa, conversamos com 3 pessoas que vivem de fone no ouvido e perguntamos uma coisa simples: o que é importante pra você num fone? As respostas viraram a base da marca.
Quem é: anda de metrô todo dia, está na faculdade e usa fone o dia inteiro.
O que ele disse que importa: que a bateria dure o dia todo, que aguente a correria (metrô lotado, mochila, idas e vindas) e seja confortável por muitas horas.
Quem é: treina pesado quase todo dia.
O que ele disse que importa: que aguente o suor sem estragar, que não caia no meio do treino e que seja resistente de verdade.
Quem é: pratica corrida livre pela cidade. Corre pra desestressar do caos do trabalho, ouvindo música pelos arredores de casa e nos parques.
O que ele disse que importa: que aguente chuva e suor, seja leve e tenha bateria pra acompanhar o trajeto inteiro.
As 3 respostas apontaram pro mesmo lugar: um fone que aguenta água, aguenta suor, aguenta o uso pesado e tem bateria de sobra, pra quem usa fone o dia todo enquanto vive a cidade. Foi daí que saíram os diferenciais do RUSH e a alma da marca: o som do corre.
Depois de ouvir as pessoas, fomos olhar o que já existe no mercado. Pesquisamos fones reais parecidos (JBL, Edifier, QCY, Soundcore) por dois motivos: achar o espaço da nossa marca (a diferença) e definir especificações realistas, pra a marca fictícia ser crível.
Quase todos entregam som e bateria parecidos. Mas poucos focam em aguentar a vida urbana real (água, suor, queda) com preço justo e identidade brasileira. Essa virou a nossa diferença: o RUSH não vende status, vende um fone que aguenta o corre.
As especificações vieram dessa pesquisa (não foram inventadas). Olhamos fones reais e usamos valores de mercado:
Padrão atual de fones intermediários (de 2022 pra cá): conexão estável e baixo consumo. É o que vem em JBL, Edifier, QCY e Soundcore hoje.
Escala internacional de água: IPX4 = suor/respingo, IPX5 = jatos/chuva, IPX7 = imersão. Pra um fone urbano "à prova d'água", IPX5 é o realista (não promete mergulho).
Faixa real de over-ear desse nível (JBL Tune e Soundcore costumam dar de 30 a 50h). 40h é um número crível, no meio da faixa.
Tecnologia de fast charge, comum no mercado: uma carga curta repõe muitas horas. Vários modelos anunciam "5 min = X horas".
As especificações não foram inventadas: pesquisamos fones reais parecidos e usamos valores de mercado realistas, pra que a marca fictícia fosse crível.
Imagina que te deram um brinquedo novo. Antes de brincar, você olha bem: o que é? pra quem é? o que tem de legal? Foi isso que a gente fez primeiro.
O que a gente fez: lemos as pistas do desafio e respondemos 3 perguntas simples:
De onde veio a ideia: das próprias pistas do papel. A gente não inventou do nada, partiu do que já estava ali e foi puxando o fio.
Toda marca precisa de uma fala mágica que resume tudo. Tipo o bordão de um super-herói. A da RUSH virou: "O som do corre."
O que a gente fez: juntamos "fone" + "cidade corrida" + "não para" e nasceu a frase que vira a alma da marca.
De onde veio a ideia: de pensar na vida de quem usa o fone o dia todo, do treino de manhã ao som da noite. A marca é pra quem não desacelera. Então a frase precisava ter movimento.
Se todo mundo vende fone, por que comprar o nosso? A gente mostrou o que só ele tem.
O que a gente fez: escolhemos 3 diferenças fortes e fáceis de lembrar:
De onde veio a ideia: de novo, das pistas do papel. A gente só transformou característica em benefício (o que a pessoa ganha).
As cores são a roupa da marca. A gente vestiu a RUSH de preto (cidade, asfalto) com um verde que brilha (energia, vida).
O que a gente fez: escolhemos uma paleta com poucas cores pra não bagunçar:
Pras letras, escolhemos uma fonte grossa e forte (tipo letreiro de rua) pros títulos, e uma simples e limpa pro restante.
De onde veio a ideia: pensamos em onde a marca vive: a cidade à noite, luz de neon, asfalto molhado. As cores vieram daí.
Toda marca fala de um jeito, como um personagem. A RUSH fala jovem, direta e com atitude, mas é gente boa.
O que a gente fez: escolhemos palavras que a marca usa (corre, ritmo, aguenta, não para) e palavras que ela nunca usa (luxo frio, palavra difícil, enrolação). E criamos frases de exemplo, tipo "A cidade não espera. Seu som também não."
De onde veio a ideia: de imaginar a marca como uma pessoa e perguntar: como ela mandaria uma mensagem? Curta, no ritmo, sem chatice.
A gente inventou um amigo que ia AMAR esse fone, e deu nome pra ele: o JV, 23 anos, que vive de fone no ouvido.
O que a gente fez: descrevemos quem ele é: idade, o que gosta (treino, skate, música, TikTok) e quais problemas ele tem (fone que estraga, que machuca o ouvido, importado caro).
De onde veio a ideia: o JV nasceu das 3 entrevistas que a gente fez no começo. Ele é a mistura do filho de uma integrante (metrô e faculdade), do rapaz da academia e do colega que corre pela cidade. Quando você sabe pra QUEM está falando, fica fácil escolher as palavras, as fotos e os conteúdos. Tudo passa a fazer sentido pra essa pessoa.
Conteúdo são os "shows" que a marca faz pra mostrar como ela é legal. A gente planejou 3 tipos.
O que a gente fez: criamos 3 ideias, cada uma com um objetivo:
E também pensamos como seriam os vídeos no TikTok: rápidos, na batida da música, gravados na rua, surfando trends.
De onde veio a ideia: de pensar nas dores do JV e transformar cada uma num conteúdo útil ou divertido.
Como a marca é nova, o fone ainda não existe de verdade. Então a gente "desenhou" ele com a ajuda de uma IA de imagens (o Gemini), igual quem encomenda um desenho e explica direitinho como quer.
O que a gente fez: escrevemos no Gemini prompts (instruções) bem detalhados e específicos (cor preta, anel verde neon, gotas de água, fundo escuro de cidade) e pedimos as imagens: o fone, os earbuds em 3 cores, a embalagem e o modelo usando na rua.
O segredo que a gente usou: mandamos sempre a MESMA descrição de cor e estilo, e reaproveitamos a primeira imagem como referência. Por isso tudo ficou com a mesma cara.
De onde veio a ideia: das cores e do clima que a gente já tinha definido lá no passo 4. A imagem só deu vida ao que já estava planejado.
O Instagram é o álbum de figurinhas da marca. A gente montou a foto de perfil, o textinho (bio), as bolinhas de destaque e o mural de fotos.
O que a gente fez: escrevemos a bio curta com a frase da marca, criamos a foto de perfil com o logo, fizemos as capas dos destaques (Prova, Drops, Fones, Reviews, Rua, #NãoPara) e organizamos o feed misturando produto, persona e campanha.
De onde veio a ideia: de tudo que já existia. A gente só colocou as peças no lugar certo, seguindo as cores e o jeito de falar da marca.
O site é a casa da marca na internet. E a apresentação é o passeio guiado que a gente faz pra mostrar tudo pra professora.
O que a gente fez: montamos um site de vendas (com o fone, os preços, os botões de comprar) e um painel de apresentação que abre cada etapa com um clique. Ligamos tudo: do site dá pra ir pra apresentação, e de qualquer página dá pra voltar.
De onde veio a ideia: de pensar em quem vai olhar. O cliente vê o site bonito. A professora vê o passo a passo organizado. Cada pessoa tem o seu caminho.
As imagens do produto foram geradas com IA (Gemini), usando prompts específicos criados pelo grupo. O site e os materiais foram construídos com apoio do Claude. Uma das integrantes, a Regiane, trabalha na Werner Treinamentos, empresa que já usa IA no dia a dia (por isso o site está hospedado no domínio wernertreinamentos.tech), e foi com esse conhecimento que o grupo conduziu as ferramentas. Toda a estratégia, a pesquisa e as decisões criativas foram nossas. A IA foi ferramenta; a direção foi do grupo.
Esse foi o caminho que o nosso grupo percorreu, do conceito até o site. Cada passo levou ao próximo, e é por isso que tudo conversa entre si.
O que é, pra quem é, o que tem de especial.
Uma frase mágica que resume tudo.
3 motivos fortes pra escolher você.
Poucas cores e fontes com personalidade.
Palavras que usa, palavras que evita, frases de exemplo.
Invente uma pessoa e dê nome a ela.
Poste, vídeo e campanha, cada um com um objetivo.
Descreva bem e gere fotos com a mesma cara.
Perfil, bio, destaques e feed organizado.
A casa da marca e o passeio guiado pra mostrar.